Por: Edivan Costa
21/05/2025
A erva-de-santa-maria, também conhecida como mastruz ou mentruz, é uma planta medicinal popular no Brasil por suas propriedades digestivas, antiparasitárias e anti-inflamatórias. Muito utilizada em forma de chá ou suco, ela faz parte do conhecimento tradicional de muitas famílias, principalmente no interior do país.
Apesar de seus benefícios, o consumo excessivo pode trazer sérios riscos à saúde. Nem tudo que é natural está livre de efeitos adversos, e o uso descontrolado da erva-de-santa-maria pode provocar reações perigosas, principalmente em pessoas com sensibilidades ou condições específicas.
Neste artigo, vamos explorar os efeitos do uso exagerado do chá de erva-de-santa-maria, como usá-lo com segurança, os sinais de alerta para intoxicação e o que dizem os especialistas. Se você quer cuidar da saúde com sabedoria, continue lendo!
A erva-de-santa-maria (Dysphania ambrosioides) é uma planta nativa da América Latina, especialmente conhecida por sua ação vermífuga e por auxiliar na digestão. Ela também é valorizada por combater gripes, tosses, bronquites e inflamações.
Muitas pessoas utilizam o chá de suas folhas como remédio caseiro para uma série de males. Seu uso é passado de geração em geração, principalmente em comunidades rurais, onde o acesso à medicina convencional é limitado.
Entretanto, a planta contém princípios ativos como o ascaridol, que em doses altas pode ser tóxico. Isso levanta um alerta para quem pensa que quanto mais chá, melhor será o efeito. A sabedoria popular precisa andar lado a lado com o conhecimento científico para evitar riscos.
Beber chá de erva-de-santa-maria em grande quantidade pode desencadear uma série de reações adversas. Entre as mais comuns estão náuseas, vômitos e dores abdominais, que são sinais clássicos de irritação gástrica e possível intoxicação.
Em casos mais graves, o excesso pode afetar o fígado e o sistema nervoso. Há registros de tontura, convulsões, dificuldade respiratória e até perda de consciência em situações de superdosagem. Isso mostra que o uso deve ser sempre moderado e bem orientado.
Mulheres grávidas também devem evitar o consumo, já que a planta possui propriedades abortivas. Crianças e idosos, por serem mais sensíveis, também entram no grupo de risco e devem receber atenção redobrada.
Os primeiros sintomas de uma intoxicação costumam aparecer poucas horas após o consumo exagerado. Enjoo, tontura e dor no estômago são sinais iniciais de que algo não está bem. Se houver vômitos repetidos ou sensação de desmaio, é essencial buscar ajuda médica imediatamente.
Além disso, olhos amarelados, urina escura e cansaço extremo podem indicar que o fígado está sendo afetado. O ideal é interromper o uso do chá assim que surgir qualquer desconforto, e nunca insistir acreditando que “é só o corpo reagindo”.
Se houver histórico de doenças hepáticas, neurológicas ou renais, o cuidado deve ser ainda maior. Nesses casos, a automedicação com plantas pode causar complicações severas e prolongadas.
A segurança no uso da erva-de-santa-maria está na moderação. A recomendação geral é preparar o chá com uma colher de sopa das folhas picadas para cada xícara de água. Esse chá pode ser ingerido no máximo duas vezes ao dia, por no máximo três dias consecutivos.
O ideal é sempre consultar um fitoterapeuta ou profissional de saúde natural, especialmente se a intenção for usar a planta com frequência. Evitar o consumo contínuo e prolongado é a melhor maneira de aproveitar seus benefícios sem prejudicar o organismo.
Lembrando que o chá deve ser preparado com folhas frescas ou secas, e jamais com o óleo essencial da planta, que é muito mais concentrado e tóxico quando ingerido.
Estudos apontam que o uso da erva-de-santa-maria tem base científica em algumas aplicações, especialmente contra parasitas intestinais e como expectorante natural. Porém, todos ressaltam a necessidade de limites no consumo e atenção às contraindicações.
Pesquisadores em fitoterapia defendem que, por conter compostos como o ascaridol, a planta deve ser tratada como medicamento, e não como um chá comum. Isso significa que seu uso precisa ser orientado por conhecimento técnico.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não reconhece a planta como alimento ou suplemento, justamente por seus efeitos adversos quando usada de forma errada. Por isso, é importante saber que, mesmo sendo uma planta tradicional, ela exige responsabilidade no consumo.
Se a sua intenção é melhorar a digestão, fortalecer o sistema respiratório ou combater vermes, existem alternativas mais suaves e seguras. Chás de erva-doce, camomila, hortelã ou boldo podem ser boas opções para uso mais frequente.
Outra possibilidade é adotar hábitos alimentares saudáveis e manter a hidratação do corpo para fortalecer o organismo naturalmente. Muitas vezes, o problema que estamos tentando resolver com um chá forte pode ser tratado com medidas simples e eficazes.
Plantas medicinais são aliadas poderosas, mas precisam ser bem compreendidas. Usar uma planta como remédio exige o mesmo cuidado que se tem com um medicamento de farmácia.
Sempre que o consumo de chá de erva-de-santa-maria for seguido de reações inesperadas, como tontura intensa, suor frio, diarreia forte ou desmaio, o indicado é buscar atendimento médico. Intoxicações por plantas podem evoluir rapidamente e causar complicações graves.
Em caso de ingestão acidental por crianças ou pessoas vulneráveis, o atendimento deve ser imediato, mesmo que os sintomas ainda não tenham aparecido. Ter o nome da planta e a quantidade ingerida em mãos facilita o atendimento emergencial.
Evite tomar remédios caseiros ou outras ervas para “anular” o efeito do chá. Isso pode piorar o quadro e dificultar o diagnóstico. Apenas um profissional capacitado poderá indicar o melhor tratamento.
A erva-de-santa-maria é uma planta poderosa, com um histórico importante na medicina popular brasileira. Quando usada com sabedoria e moderação, ela pode trazer benefícios reais à saúde, principalmente para problemas respiratórios e intestinais.
Por outro lado, o uso em excesso pode transformar o remédio em veneno. O chá, se tomado sem orientação ou em grandes quantidades, pode afetar o fígado, o sistema nervoso e até causar intoxicações perigosas.
Se você aprecia os benefícios das plantas medicinais, busque sempre informações seguras, prefira orientação de profissionais e respeite os limites naturais de cada organismo. O segredo da boa saúde está no equilíbrio — até mesmo quando falamos de um chá aparentemente inofensivo.
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